A forma como clientes encontram empresas mudou bastante nos últimos anos. Uma pesquisa que antes começava com poucas palavras no Google hoje pode passar pelo Maps, avaliações de outros consumidores, resultados locais e respostas produzidas por inteligência artificial.
Para uma empresa, ser encontrada depende cada vez mais da qualidade e da consistência das informações que os mecanismos de busca conseguem interpretar.
Essa mudança já aparece nos números. Em junho de 2026, o Google informou que as AI Overviews ultrapassaram 2,5 bilhões de usuários ativos mensais, enquanto o AI Mode superou 1 bilhão. Segundo a própria empresa, as pessoas também passaram a fazer perguntas diferentes e mais complexas na Busca.
Na busca local, a localização continua tendo um peso importante, mas não trabalha sozinha. O Google explica que os resultados locais são definidos principalmente por relevância, distância e destaque. Informações completas no Perfil da Empresa, avaliações, referências na web, conteúdo do site e correspondência com aquilo que a pessoa procura ajudam o mecanismo a compreender quais negócios fazem sentido para determinada consulta.
Entender como clientes encontram empresas atualmente, então, exige olhar para Google, inteligência artificial, SEO e busca local como partes de um processo de descoberta cada vez mais conectado. Uma empresa pode aparecer no Maps, ser citada em uma resposta gerada por IA ou ocupar uma posição orgânica para uma pesquisa específica.
A otimização SEO precisa acompanhar essa mudança, trabalhando não apenas palavras-chave, mas também contexto, localização, autoridade e informações que confirmem quem é a empresa, o que ela oferece e onde atende.
Como as pessoas encontram empresas agora?

A busca por uma empresa raramente depende de um único caminho. Quem procura por toldos em Sorocaba, por exemplo, pode iniciar a pesquisa no Google, comparar empresas no Maps, observar avaliações, acessar alguns sites e até recorrer a uma ferramenta de inteligência artificial para pedir recomendações ou entender quais critérios considerar antes de contratar.
Nesse processo, o Google cruza diferentes sinais para decidir quais resultados fazem mais sentido. Na busca local, três fatores têm peso especial: relevância, distância e destaque.
A correspondência entre o serviço pesquisado e as informações da empresa, a localização do usuário, a quantidade e qualidade das avaliações e as referências encontradas na web ajudam a definir quais negócios aparecem.
O próprio Google informa que os dados exibidos sobre uma empresa podem vir de diferentes fontes, incluindo o site oficial, Perfil da Empresa, informações públicas rastreadas na web, avaliações, fotos e contribuições de usuários. Isso ajuda a explicar por que a otimização SEO atual precisa trabalhar diferentes pontos de contato de maneira coerente.
Hoje, alguns dos principais caminhos de descoberta são:
- Pesquisa orgânica no Google por serviço, produto ou necessidade;
- Google Maps e resultados locais relacionados à localização;
- Perfil da Empresa, avaliações, fotos e informações comerciais;
- Respostas e recomendações fornecidas por ferramentas de inteligência artificial;
- Pesquisas mais específicas, como “perto de mim”, “em Sorocaba”, “aberto agora” ou combinações entre serviço e região.
Assim, entender como clientes encontram empresas passa por compreender uma busca cada vez mais contextual. O usuário não informa apenas o que deseja. Localização, intenção de busca, reputação, conteúdo, autoridade e consistência das informações ajudam os mecanismos a selecionar quais empresas merecem aparecer para aquela necessidade específica.
O que é GEO e por que importa?
GEO, sigla para Generative Engine Optimization, reúne práticas de otimização voltadas para aumentar a capacidade de uma marca, empresa ou conteúdo ser compreendido, relacionado e eventualmente citado por mecanismos de busca e sistemas que utilizam inteligência artificial generativa.
A diferença está principalmente na forma como a informação é entregue ao usuário. No SEO tradicional, boa parte do trabalho busca melhorar a visibilidade de páginas nos resultados orgânicos.
Com mecanismos generativos, a tecnologia pode reunir informações de diferentes fontes para elaborar uma resposta. Isso muda parte da lógica de descoberta: não basta pensar apenas em posições e palavras-chave, também importa facilitar a compreensão da empresa como entidade e fonte sobre determinado assunto.
Para isso, alguns elementos ganham relevância:
- Conteúdo claro, original e relacionado à intenção de busca;
- Informações consistentes sobre empresa, serviços e localização;
- Demonstrações verificáveis de experiência e conhecimento;
- Menções e referências em fontes externas relevantes;
- Dados estruturados e organização técnica adequada;
- Páginas específicas capazes de responder dúvidas concretas do público.
GEO também não substitui SEO ou busca local. As três frentes se complementam. Um site tecnicamente bem estruturado, conteúdos úteis, boas avaliações, informações locais consistentes e sinais de autoridade na web fornecem contexto para mecanismos tradicionais e sistemas baseados em IA.
Para empresas, isso amplia a discussão sobre como clientes encontram empresas. A descoberta pode ocorrer antes mesmo de um clique no site, durante uma comparação feita no Google, em uma resposta gerada por IA ou em uma pesquisa local. Quanto mais claras, consistentes e verificáveis forem as informações disponíveis sobre o negócio, melhores são as condições para que diferentes sistemas compreendam sua relação com determinado serviço, assunto ou região.
Como IAs escolhem empresas
Não existe uma fórmula única que determine quais empresas uma inteligência artificial irá mencionar. Cada sistema utiliza modelos, mecanismos de recuperação e fontes diferentes. Em buscas com recursos generativos, a resposta também pode variar conforme a pergunta, o contexto, a localização e as informações disponíveis naquele momento.
Um ponto importante é a capacidade de identificar e compreender uma empresa como entidade. Nome, atividade, serviços, localização, especialidades e informações institucionais precisam aparecer de maneira clara e consistente. Quando esses dados encontram correspondência em outras fontes confiáveis, fica mais fácil estabelecer relações entre a empresa e determinado assunto ou intenção de busca.
Outros sinais também podem contribuir:
- Autoridade temática construída por conteúdos realmente relacionados à área de atuação;
- Menções externas, citações e referências em páginas relevantes;
- Consistência de informações entre site, perfis empresariais e outras fontes;
- Experiência demonstrável como autoria, histórico, casos, qualificações e informações verificáveis;
- Conteúdo específico capaz de responder com precisão perguntas feitas pelos usuários;
- Contexto geográfico especialmente quando a consulta envolve uma cidade, bairro ou serviço próximo.
Isso ajuda a entender por que simplesmente repetir palavras-chave perdeu espaço como estratégia isolada. Para uma IA relacionar uma empresa a determinado tema, ela precisa encontrar contexto suficiente para compreender quem oferece o serviço, onde atua, sobre quais assuntos possui conhecimento e quais fontes corroboram essas informações.
Também é importante evitar uma promessa comum no mercado: GEO não garante que uma empresa será mencionada pelo ChatGPT, Gemini ou por respostas generativas do Google. A otimização SEO, a construção de autoridade, os dados estruturados, o SEO local e a qualidade editorial aumentam a clareza e a possibilidade de descoberta, mas a seleção final depende do funcionamento de cada sistema e da consulta realizada.
É justamente aí que SEO e GEO começam a se aproximar. Conteúdo útil para pessoas, informações verificáveis e uma empresa bem contextualizada na web fornecem sinais que podem ser interpretados tanto pelos mecanismos tradicionais quanto por sistemas de inteligência artificial.
Conclusão
A maneira como clientes encontram empresas está mais fragmentada. Google, Maps, avaliações, resultados orgânicos e respostas geradas por inteligência artificial participam de diferentes momentos da pesquisa. Isso exige informações claras, conteúdo relevante e coerência entre aquilo que a empresa oferece e o que os mecanismos conseguem compreender sobre ela.
Se o consumidor pode pesquisar, comparar e até receber recomendações sem seguir uma sequência previsível, sua empresa está fornecendo informações suficientes para ser compreendida nesses diferentes tipos de busca?
SEO, busca local e GEO cumprem funções diferentes, mas cada vez mais relacionadas. A otimização SEO contribui para a indexação e relevância das páginas, enquanto informações locais ajudam o Google a relacionar negócios a determinadas regiões. O GEO acrescenta atenção especial à maneira como conteúdos e entidades podem ser interpretados por mecanismos generativos.
Vale acompanhar periodicamente como a empresa aparece no Google, Maps e também nas ferramentas de IA.
Pesquisar o nome do negócio, seus principais serviços e combinações entre serviço e cidade permite identificar informações desatualizadas, ausência em determinadas buscas e diferenças entre as fontes consultadas. Esse acompanhamento mostra com mais clareza quais pontos ainda precisam ser fortalecidos em conteúdo, autoridade, relevância local e otimização SEO.