Parada Gay? Zzzzzzz…
Acabei de ler o blog do meu amigo e colega de muitas labutas, baladas e paradas, André Fischer, e não posso deixar de dizer que concordo com ele: a Parada GLBT (XYJHSNVO… sei lá!) foi um porre federal. Primeiro: em nome da “diversidade”, deixou de ser uma manifestação de orgulho gay e lésbico para se tornar uma micareta estilo”pegá-muié”, com uma multidão de manos enchendo a cara de vinho barato e outro tanto de meninas com a pancinha de fora dando gritinhos histéricos, num arremedo “gay” de causar engulho. Segundo: a tal organização da Parada afastou os carros das boates para reforçar a “mensagem polÃtica”; ou seja, a festa perdeu o (bom) som, a (boa) iluminação, as fantasias, o brilho, as cores, os go-go boys…. Durou menos, foi mais chata e cafona. Na próxima, quem sabe, vire um churrascão. Terceiro: até agora, não encontrei, juro!, um único gay, amigo ou mero conhecido, de tribos e grupos diferentes, e de idades distintas, que tenha ido e realmente curtido a Parada. Nenhum! A maioria com quem falei disse que o evento perdeu a graça, que ir até a Paulista para ver um bando de gente se espremendo não é parada nem aqui nem na China, que em 2009 pretende viajar ou ir a uma festa privada e por aà vai.
Mais de 3 milhões de pessoas (eu, particularmente, não creio nesse número, que dira os 5 milhões que a Associação da Parada tentou nos empulhar) ao redor de um evento passam uma mensagem: gays e não-gays conseguem conviver na boa, mesmo espremidos uns contra os outros. Mas será que o preço disso - perder a alma gay, alegre, colorida e debochada - vale o esforço de quem, como eu, acreditava e participava dessa festa havia 12 anos?
No meu caso, não. Ano que vem, vamos a la playa!

Maio, o tradicional mês das noivas e das mães, esse ano será também o mês gay em São Paulo, com a realização da