
O presidente Lula está mais pop do que nunca nos Estados Unidos. Depois de ter sido chamado de “bonitão” pelo presidente americano Barack Obama, Lula apareceu ontem como personagem da série de animação South Park. O presidente aparece duas vezes no episódio Pinewood Derby, com a bandeira do Brasil ao fundo, envolvido em uma crise mundial causada por uma invasão alienÃgena. O episódio pode ser assistido aqui.
Acho ótimo. No ano que vem, quando acabar seu mandato, Lula pode investir na carreira pop, ir a Hollywood, criar um personagem tipo “Lula Miranda”, acompanhando do trio “Bando do Lula”. Bando musical, que fique claro!
Tá bom, chega.
Via Uol

Primeiro foi Brad Pitt. Agora foi a vez de Steven Spielberg e sua mulher, Kate Capshaw, doar 100 mil dólares para a campanha contra a proposta de emenda 8, que tenta invalidar o casamento de gays e lésbicas na Califórnia. “Ao inscrever a discriminação na nossa constituição estradual, a Proposta 8 busca elimiar o direito de cada cidadão deste estado de casar, independentemente de sua orientação sexual. Esse tipo de discriminação não tem lugar na constituição da Califórnia, ou em nenhuma outra”, declarou o casal.
As pesquisas indicam que a proposta 8 tem perdido apoio popular, mas a campanha a favor dela arrecadou 17,8 milhões de dólares - mais do que os 12,4 milhões do pessoal a favor dos gays e contra a emenda discriminatória.
Enquando isso, no Brasil, o presidente Lula declarou-se totalmente a favor do casamento gay, na semana passada. “Acho que nós temos de parar com hipocrisia, porque a gente sabe que existe. Tem homem morando com homem, mulher morando com mulher e muitas vezes vivem bem, de forma extraordinária. Constroem uma vida juntos, trabalham juntos e por isso eu sou favorável”.
Concordo, presidente! Mas se o Congresso enrola gays e lésbicas há doze anos para aprovar a mera união civil entre pessoas do mesmo sexo, quanto tempo vai demorar para votar o casamento gay? Três décadas? Dois séculos?
A Câmara dos Deputados mostrou mais uma vez seu grau de atraso ao aprovar, ontem, o projeto de lei que determina as novas regras para a adoção. Enquanto a nova lei mostra avanços, como maior agilidade nos processos de adoção (que deve passar de quase quatro anos para apenas um) ou o direito do adotado saber quem são seus pais biológicos, os deputados deram uma aula de discriminação ao retirar do projeto o artigo que regulamentava a adoção de crianças por casais do mesmo sexo.
Segundo o portal G1, a possibilidade de adoção por casais homossexuais foi retirada do texto para facilitar a aprovação. Antes, teria de ser regulamentada a união civil entre homens ou mulheres. Proposta, aliás, que está parada doze anos na Câmara, como tudo que diz respeito a gays e lésbicas cai no limbo do Congresso e fica pro dia de São Nunca. Para os deputados, melhor ignorar o problema do que discuti-lo seriamente. Afinal, voto gay não vale nada, não é?
Na Folha on line, o deputado mineiro Miguel Martini (PHS) ilustrou bem os ânimos do Congresso em relação a isso tudo: ”A Casa nunca deliberou e espero que nunca venha a deliberar sobre o casamento homossexual.” O deputado, claro, é católico fervoroso, daqueles que pautam sua ação polÃtica baseados na religião pessoal. Boa parte dos projetos e emendas apresentados por Martini, por exemplo, são medidas para condenar o aborto e transformá-lo em crime hediondo - a mesma classificação de seqüestro e dos piores tipos de homicÃdio.
O bacana é a postura “cristã” de Miguel Martini. Achei uma entrevista antiga do deputado ao site católico Canção Nova. Saca a hipocrisia: “Justiça é dar ao outro o que ele tem por direito. Todos nós somos imagem e semelhança de Deus.” E os gays não, deputado? E as lésbicas? Continuam como cidadãos de segunda (ou terceira) categoria?
Alô, presidente Lula! Cadê o senhor agora segurando a bandeira do arco-Ãris?

Lula lá! O presidente da República compareceu ontem à noite à 1ª Conferência Nacional GLBT, em BrasÃlia, ao lado da primeira-dama, dona Marisa. Lula não fez por menos: colocou o boné de arco-Ãris, aplaudiu o discurso da travesti Roberta Benevutti, segurou a bandeira gay com sua mulher, gritou por um Brasil sem homofobia e pediu para Deus iluminar os gays. A novidade mais quente do evento, no entanto, veio de outra figura do governo, o ministro da Saúde José Gomes Temporão. Antes do discurso do presidente Lula, Temporão anunciou que, até o final de junho, assinará portaria que autoriza a cirurgia de troca de sexo pelos SUS (Sistema Único de Saúde). Hoje, a operação é feita no paÃs apenas em regime particular e, em geral, é cara pra burro.
Muita calma, travas e trans. O ministro disse que, a princÃpio, serão poucos hospitais públicos autorizados a realizar a cirurgia, já que esta é um procedimento complexo e de longa duração. As operações serão feitas em hospitais ligados a universidades de grandes capitais, como Rio, São Paulo e Belo Horizonte (oi, pão de queijo!).
Sem dúvida, há muito para se fazer pela saúde do Brasil, mas não é por isso que o governo deve deixar de lado questões como essa, que envolvem uma dita minoria. Temporão merece parabéns pela iniciativa. Espero que o governo também facilite a vida da operada na hora de ela trocar seus documentos, adequados a sua nova realidade sexual.
Fonte: Uol e Mix Brasil