Grande conquista lésbica: o L virá antes!
Ok, ok, depois de alguns dias sem postar nada (sorry, folks!), voltamos à toda com várias notÃcias, para compensar a ausência.
A primeira novidade é que o movimento gay no Brasil vai mudar de nome. Ou de sigla. Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), avisa que agora o GLBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e  transexuais) vai ser LGBT. A inicial de “lésbicas” virá antes atendendo a uma “antiga reivindicação”, segundo Reis, das lésbicas ativistas. Reis diz que as meninas são duplamente discriminadas, primeiro por ser mulher e depois, homossexual. Assim, a mudança combate o “machismo”.
Não entendo. Damas na frente, é isso? Lésbica não é uma mulher gay? Reis diz que a entidade segue a nomenclatura internacional. Dei um google nas duas. Resultado: GLBT tem 1.730.000 resultados. LGBT deu só 207 mil. Tem mais: a partir de agora, homofobia se refere apenas à discriminação contra homens gays. Contra as lésbicas é “lesmofobia”. E eu que sempre achei que o “homo” de homofobia se referia a “homossexual”! E acreditava que homossexual servia tanto pra homens quanto pra mulheres que curtem o mesmo sexo. Puxa, como eu era ignorante! (Mas jamais lesmofóbico!)
Enquanto a ABGLT (que agora deverá se chamar ABLGT, não?) se preocupa com a sopa de letrinhas, o projeto de parceria civil mofa há 12 anos nos Congresso Nacional. Sem um mÃnimo protesto organizado pelo movimento gay para acordar os deputados e fazer a coisa andar. Além disso, a homofobia corre solta no paÃs: um soldado foi morto em São Paulo no fim de semana, espancado por skinheads. Segundo consta, ele tentava defender um suposto gay que os carecas estavam perseguindo e ameaçando.
Parabéns ao movimento ABCDFGHI…. cansei.
