Denerval Ferraro Junior

é jornalista, editor de variedades de Época São Paulo, crítico de cinema e gastronomia. Este ano, lançou o livro "10+ do Cinema". Quando tira o boné de repórter, gosta de baladas (muitas), cosmopolitans (muitos) e filmes de Almodóvar (todos). O resto, ele não conta.





21 de Outubro de 2008

Como é o novo show de Madonna

E o que contar do Sticky & Sweet, de Madonna? Bem pouco, para não dar uma de estraga-prazer para quem vai vê-la no Rio ou SP. O que posso dizer é o público de Nova York é bem mais animado do que o de Miami (onde vi a Confessions Tour, em 2006) e Madonna reage bem a isso. O Madison Square Garden é ótimo para shows (vi bem de perto!) e provavelmente o espetáculo deve ter alguma adaptação para o estádio: há elementos que descem do teto quase no meio da platéia, por exemplo, e num estádio não dá pra fazer isso.

 

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Mads está magra, magra, magra, com o rosto meio encovado (principalmente quando faz “O” com a boca), coxinhas finas e veias salientes por todo o braço. Mas está bonita e tonificada, como sempre. A tia dança pra cacete, o tempo todo, e passa bastante tempo sozinha no palco. O show tem concepção simples, mas é extremamente tecnológico - os telões e as projeções são sensacionais. Adorei também as participações via telão de Britney Spears, Pharrell e Kanye West. Os bailarinos são ótimos, mas a surpresa maior são os dois japoneses do Hamutsun Serve, com sua dança nipo-robótica (aliás, a dupla abriu o show com a banda Big Baby e eu fiquei boquiaberto).

 

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O repertório é aquele que já foi divulgado aqui. Pontos altos: “Beat Goes On”, “Vogue” mixada com “4 Minutes”, a colorida versão de “Into the Groove”, as sósias de Mads em “She’s not Me”, a versão cigana de “La Isla Bonita”, o vídeo-propaganda “Get Stupid”, a brilhante nova versão de “Like a Prayer”, “Ray fo Light” e a dancinha final de “Give it 2 Me”. Pontos baixos: ao vivo, “Spanish Lesson” está melhor, mas continua uma porcaria; “Miles Away” quebra o ritmo do espetáculo; e a “presença eletrônica” de Justin Timberlake em “4 Minutes” é meio cafoninha (aliás, essa música não me desce muito).

 

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Resumo da ópera: maravilhoso, emocionante, impecável… tudo aquilo que você espera de um show de Madonna. Mas Confessions ainda é imbatível.

 

Ah! As fotos desse post são do programa. Escaneadas especialmente para vocês.

 

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comentários dos leitores (1)

  1. Joka

    22 de Outubro de 2008

    Posso contar os detalhes do show?

  2.  
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